Creio em Deus e fiz Dêle o meu melhor amigo. Amo os seres alados, mensageiros da Luz Universal. Amo minha filha, meu neto que acabou de chegar, minha família, meus amigos. Gosto de criar, seja na escrita, na escultura, nas artes plásticas, enfim, em tudo em que possa expressar a minha sensibilidade. Sou alegre, parceira constante da felicidade. Gosto muito de estar comigo. São nesses momentos, onde a paz reina em meu interior, que me torno etéreo e busco palavras nas esferas estrelares.
Andorinha Desgarrada
Já fui andorinha desgarrada
Solitária na imensidão do nada...
Já fui estrela cadente
Que se lança consciente
A um sonho,
Único talvez,
A descobrir depois
Que, em verdade,
Perdeu a vez
Perdeu outros,
Que o tempo não refez.
Já fui rio
Deslizando suave
A percorrer caminhos...
Já fui corredeiras
De pressa inconsciente,
Levando beiras
A navegar
Por Rumos diferentes.
Já fui bambu
Vergando para os lados
Sem, contudo, perder
O prumo, o equilíbrio,
Em meio aos vendavais.
E quando bambu,
Pude sentir
Quão fortes eram as mi' as raízes
E quão ereto
Ascendia-me em haste
Em busca do infinito.
Então vi as cadentes
Destrançando seus cabelos
Fazendo-me timoneiro
Nesse rumo de cristal,
Onde o porto é único,
Onde a paz
É tão somente
Os braços de Deus!
Sonya Azevedo